Informativo Sindileite 149 08.06.2026

Ano 1 | nº 149 | 08 de junho de 2026

NOTÍCIAS

Custos da produção de leite iniciam 2026 em queda

Queda se deve ao avanço da colheita na região Centro-Oeste do País

O Índice de Insumos para Produção de Leite Cru do Rio Grande do Sul (ILC) iniciou 2026 com uma leitura deflacionária de 1,81%, conforme relatório divulgado pela equipe econômica da Farsul na sexta-feira (06/03). No período, a queda nos custos foi liderada pela soja (-2,9%) e milho (-2%), o que aliviou a pressão em um dos principais custos da cesta, a alimentação. Essa queda se deve ao avanço da colheita na região Centro-Oeste do País e uma expectativa de boa safra. Custos com energia elétrica também tiveram queda, de 9,5%. Já os fertilizantes tiveram alto de 1,62%, um reflexo de frete mais caros, cotações mais altas de petróleo e tensões elevadas no Oriente Médio. Esse fator também influenciou o preço dos combustíveis, que subiram 1,27%. O desempenho do ILC neste começo de ano se mantém consistente com o do IGP-DI/FGV, que fechou em 1,10% no período. Uma correlação desses dois índices sugere que a desinflação no atacado ainda persiste e tem se transmitido, com defasagem curta, para componentes relevantes da cesta de insumos da atividade leiteira. Essa queda nos custos, apesar de ser bem-vinda pelo produtor, não significa que o cenário esteja bom, já que o valor de venda do produto também está em queda, ainda mais acentuada do que o recuo nos custos. Nos últimos 12 meses, o preço repassado aos produtores de leite do estado caiu 24%, enquanto os custos caíram apenas 4,99%. Para o relatório de fevereiro, espera-se mais uma queda nas cotações de milho e soja, mas o cenário geopolítico pode exercer pressão nos custos que dependem de cotações internacionais e fretes.

AGROLINK/FARSUL

Lácteos registram aumento nas importações e nas exportações em maio

O mês de maio foi marcado por avanço no volume total das importações e das exportações de lácteos. As importações somaram 220,3 milhões de litros em equivalente-leite, enquanto as exportações atingiram 5,8 milhões de litros em equivalente-leite.

Apesar do aumento nas exportações, o saldo da balança comercial de lácteos permaneceu negativo. Em maio, o déficit foi de 214,6 milhões de litros em equivalente-leite, resultado mais deficitário do que o observado em abril, acompanhando o crescimento do volume importado no período. As importações registraram aumento de 3,5% em relação ao mês anterior e de 28,2% na comparação com maio do ano passado. O resultado reforça que os volumes importados seguem em patamares relevantes, sustentados pela competitividade dos produtos externos frente aos nacionais. O câmbio também segue como um fator importante nessa dinâmica, já que o dólar em patamares mais baixos contribui para tornar os produtos importados mais atrativos no mercado brasileiro. Os principais movimentos observados nas importações foram: Iogurtes: apresentaram avanço expressivo, com aumento de 100% no volume importado, vindo principalmente do Mercosul; queijos: registraram alta de 2% no volume importado. O movimento foi puxado principalmente por países da Europa, como França, Itália e Holanda, em um cenário favorecido pelo câmbio e pelas discussões em torno do acordo Mercosul-União Europeia; Soro de leite: apresentou retração de 6% no volume importado em relação ao mês anterior; Leite em pó integral (LPI): produto de grande relevância na cesta de importações, registrou aumento de 1% frente a abril; Leite em pó desnatado (LPD): apresentou avanço de 12% nas importações, representando 14% do total importado de lácteos no mês. Já em relação às exportações, maio apresentou aumento de 46% frente ao mês anterior, passando de 3,9 milhões de litros em equivalente-leite em abril para 5,8 milhões de litros em equivalente-leite. Apesar da recuperação mensal, o volume exportado ainda ficou 20% abaixo do registrado em maio do ano passado, quando as exportações somaram 7,2 milhões de litros em equivalente-leite. Esse movimento mostra uma melhora pontual nos embarques, mas ainda dentro de um cenário de baixa competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. Nas exportações de maio, foram observados os seguintes movimentos entre os principais produtos: Soro de leite: principal item da pauta exportadora brasileira, apresentou aumento de 37% no volume embarcado e representou 35% das exportações de lácteos; Manteiga: registrou avanço de 72% nos embarques, representando 12% da cesta de exportações; Leite condensado: apresentou crescimento de 74% em relação ao mês anterior, respondendo por 17% das exportações brasileiras de lácteos. Em maio, as importações voltaram a avançar e permaneceram em patamares elevados, reforçando a competitividade dos produtos externos no mercado brasileiro. O movimento segue associado ao câmbio mais favorável, aos preços internacionais e à atratividade de alguns produtos importados frente aos nacionais. No curto prazo, caso o dólar permaneça em níveis mais baixos e os preços internacionais sigam competitivos, as importações tendem a continuar em volumes relevantes. Esse cenário pode manter a entrada de derivados no país e limitar movimentos mais intensos de valorização no mercado interno, especialmente em produtos com maior participação na pauta importadora, como os leites em pó e os queijos. Apesar da recuperação mensal das exportações, os embarques brasileiros ainda permanecem abaixo dos volumes observados no ano anterior, indicando que o país segue com menor competitividade no mercado internacional. Dessa forma, os próximos meses exigem atenção à evolução do câmbio, dos preços internacionais, do ritmo de importações e da resposta da produção doméstica.

MILKPOINT

Com investimentos anuais via Pronaf, produtora de leite amplia rebanho no Paraná

Propriedade de Cascavel começou com seis vacas em lactação e hoje conta com mais de 60 animais. Maria Matilde: ‘Fui crescendo aos poucos, investindo em estrutura, barracão, produtividade e tecnologia’

Foi com um financiamento de R$ 6 mil pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), no início dos anos 2000, que a produtora de leite Maria Matilde Machado comprou as primeiras vacas. Hoje, a propriedade localizada em Cascavel, no oeste do Paraná, conta com mais de 60 vacas em lactação e produção média de 1,6 mil litros de leite por dia. “Comecei pelo Pronafinho, que possibilitou a compra de seis animais. Desde então, não fiquei um ano sem recorrer ao crédito rural a fim de investir na atividade”, comenta. Os recursos obtidos por meio dessa modalidade de crédito foram usados para implantação e custeio da lavoura do milho silagem, que serve de alimentação para o rebanho, até a instalação do sistema compost barn e da ordenha mecânica. Matilde explica que contou com orientação e assistência técnica de extensionistas do Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná), assim como de entidades como o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), via Sindicato Rural de Cascavel. “Fui acessando o programa de financiamento com foco na qualidade e no aumento da produtividade, aliados a questões como melhorias para o manejo, bem-estar animal, segurança contra as intempéries e até para melhor qualidade de vida para mim e minha família”, considera. Hoje, o sistema possibilita três ordenhas diárias, com algumas vacas chegando a produzir 55 litros de leite por dia – volume considerado de alta produtividade. Segundo ela, o acesso ao crédito foi fundamental para acompanhar o aumento da escala e garantir novos ciclos de modernização. O investimento mais recente foi por meio da linha Pronaf Mulher, destinada a projetos e infraestrutura para agricultoras familiares. Matilde conta que financiou a instalação de placas solares para geração de energia na fazenda, no valor de R$ 150 mil e com juro zero. A iniciativa se tornou possível pelo Banco do Agricultor Paranaense, programa do governo do Paraná em parceria com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). A produtora tem intenção de ampliar a produção, mas agora esbarra no limitante estrutural da propriedade. Ainda assim, está disposta a estudar projetos para continuar a crescer e prevê: “Fui crescendo aos poucos, investindo em estrutura, barracão, produtividade e tecnologia. Acredito que nos próximos anos vou sair do Pronaf, por conta do faturamento, e passar a utilizar o Pronamp [Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural]”.  Maria Matilde entende a importância da gestão e contratou uma consultoria focada na eficiência gerencial da atividade, o que abrange controle de custos, manejo produtivo e adequação ambiental: “Está fazendo a diferença para aspectos que contribuem para aumentar a média de produtividade por animal e para as finanças do negócio, o que envolve desde como comprar alimentação mais em conta a manejo para atingir um ciclo reprodutivo saudável e rentável”. O Pronaf e o Pronamp estão entre as principais modalidades de crédito rural do Plano Safra. O Pronaf é destinado à agricultura familiar e costuma atender produtores em fase inicial ou de estruturação. Já o Pronamp é voltado a produtores de médio porte, com operações mais robustas para expansão, modernização, aquisição de máquinas, implantação de tecnologias e melhorias estruturais.

GLOBO RURAL

EMPRESAS

Queijo de leite de vaca conquista espaço na estratégia da La Bufalina

Em busca de diversificação no mercado, empresa desenvolveu o produto tipo fior de latte em parceria com pizzarias; agora, item estará também no varejo

Conhecido por sua linha de produtos à base de leite de búfala, o laticínio La Bufalina, que tem sede em Guaratinguetá, interior de São Paulo, iniciará este ano a comercialização de queijos e derivados de leite de vaca no varejo, após um ano atendendo o mercado de pizzarias premium. O principal produto, um queijo do tipo fior de latte, original do sul da Itália e ingrediente das tradicionais receitas de pizza napolitana e marguerita, chega ao mercado premiado, depois de conquistar medalha de bronze no 4 Mundial do Queijo do Brasil em abril deste ano. O desenvolvimento do queijo, que levou dois anos, foi feito em parceria com pizzarias como a Leggera, uma das mais premiadas do país. “Eles sentiam a necessidade de ter também no Brasil um fior de latte com uma qualidade excelente porque o que havia no mercado não era compatível com que se usa lá na Itália”, diz o fundador da La Bufalina, o ítalo-brasileiro Davide Auricchio. Segundo o pizzaiolo proprietário da Leggera, André Guidon, o desejo de trabalhar com um queijo tipicamente italiano em suas receitas é antigo. Foram pelo menos três parcerias antes de chegar ao “ponto perfeito” com a La Bufalina. “Ninguém avançava até o ponto do fior de latte do mesmo jeito que é lá na Itália para ter aquele mesmo resultado na pizza”, conta o empresário. Dentre as características do queijo, Guidon destaca a sua estabilidade após passar pelo forno e o sabor mais adocicado e de acidez pronunciada. “A gente tem a nota de leite que combina muito bem com o agridoce de um bom tomate pelado, que é basicamente o tomate de primeira escolha quando se fala em pizza mais italiana, mais napolitana”, destaca o pizzaiolo. O processo para chegar até esse ponto, contudo, não foi fácil. O primeiro desafio surgiu logo na aquisição da matéria-prima para fabricar o queijo. Inicialmente foi produzido com leite de vacas da raça jersey, que tem elevado teor de sólidos, algo essencial para a fabricação de queijos. Mas a primeira versão do produto não agradou a Auricchio. “O leite de jersey tem uma gordura quase como o de lá da Itália, mas ele ficava muito mole na pizza, porque estava perdendo estrutura”, explica o fundador da La Bufalina. Outra dificuldade foi encontrar leite de jersey em volume suficiente para atender a produção durante o ano todo, que hoje demanda 25 mil litros de leite por semana. “Isso dá 100 mil litros no mês, então, de jersey, você não consegue manter essa quantidade o ano todo”, afirma Carolina Auricchio, esposa e sócia de Auricchio. Com isso, a produção passou a ser feita com leite de vacas mestiças, responsáveis por 70% da produção nacional de leite, segundo a Embrapa. No mercado, a empresa considera que a principal dificuldade tem sido a resistência dos clientes em reconhecer o queijo feito com leite de vaca como um produto tão fino quanto o fabricado à base de leite de búfala. “O mercado é muito fechado. O queijo de búfala eu coloco o preço, e o cliente entende que está comendo uma pizza com muçarela de búfala. Mas o fior de latte ainda não entrou na mentalidade do consumidor, então está avançando mais devagar”, reconhece o empresário. Apesar disso, o fior de latte já responde por cerca de 20% do faturamento da La Bufalina apenas com fornecimento para pizzarias e restaurantes parceiros iniciadas há um ano, e já é o principal produto de venda da empresa. Com um investimento de R$ 1 milhão em maquinário para produzir o queijo de leite de vaca, os sócios afirmam que o principal desafio nesta nova fase da La Bufalina tem sido humano. “Temos funcionários que trabalham com a gente há 28 anos, sempre trabalhando com leite de búfala, e quando coloquei leite de vaca eles também ficaram com muito medo de errar. Para eles também foi um grande desafio”, afirmam. O próximo passo será ampliar o portfólio de produtos à base de leite de vaca, oferecendo ao consumidor os mesmos itens que hoje são produzidos à base de leite de búfala: burrata, requeijão e ricota. A expectativa é que, juntos, os produtos de leite de vaca alcancem o mesmo faturamento dos derivados de leite de búfala vendidos pela La Bufalina — cujo valor não é revelado —, dobrando o tamanho do laticínio sem perder seu caráter artesanal. “Eu não quero ser o maior, eu quero ser o melhor. Atender as pizzarias que têm clientes que entendem o produto”, diz Auricchio.

GLOBO RURAL

ECONOMIA

Dólar volta a fechar acima de R$5,15 com mercado projetando juro maior nos EUA

O dólar fechou a sexta-feira pós-feriado com alta firme no Brasil e novamente acima dos R$5,15, após dados mostrarem geração de empregos acima do esperado em maio nos Estados Unidos, elevando as apostas de alta de juros pelo Federal Reserve ainda este ano.

A moeda norte-americana à vista encerrou com alta de 1,76%, aos R$5,1555, maior cotação desde 2 de abril, quando atingiu R$5,1599 na esteira da guerra no Oriente Médio. Na semana, acumulou alta de 2,18% e, no ano, baixa de 6,08%. Às 17h06, o dólar futuro para julho — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — subia 1,96% na B3, aos R$5,1910. O Departamento do Trabalho dos EUA informou pela manhã que foram gerados 172 mil postos de trabalho em maio, bem acima dos 85 mil projetados por economistas ouvidos pela Reuters. O dado de abril foi revisado de 115 mil novas vagas para 179 mil. O resultado deu força à percepção de que o Federal Reserve tende a trabalhar com taxas de juros mais elevadas, ainda mais em um contexto de guerra no Oriente Médio. Após a divulgação, os futuros dos Fed Funds chegaram a precificar quase 100% de probabilidade de pelo menos uma elevação de juros nos EUA até o fim deste ano, conforme a ferramenta CME FedWatch. Em reação, os rendimentos dos Treasuries dispararam, os preços das ações despencaram e o dólar ganhou força ante as demais divisas — incluindo o real, que no fim da tarde era a quarta moeda com pior desempenho em todo o mundo, atrás apenas do peso chileno, do sol peruano e do novo shekel israelense. Na quinta-feira, o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, rejeitou um novo cessar-fogo no Líbano, enquanto Israel disse que não iria retirar as tropas do país. Essas decisões minam um possível entendimento entre Teerã e Washington, já que o Irã vem considerando o cessar-fogo entre Israel e Hezbollah como requisito para um acordo de paz com os EUA.

Reuters

Ibovespa fecha abaixo de 170 mil pontos pela 1ª vez desde janeiro e completa oito semanas seguidas de queda

O Ibovespa fechou abaixo dos 170 mil pontos pela primeira vez desde janeiro na sexta-feira, após dados robustos sobre o mercado de trabalho norte-americano elevarem as apostas de uma alta dos juros nos Estados Unidos neste ano.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,65%, a 169.228,52 pontos, de acordo com dados preliminares, chegando a 168.909,87 pontos na mínima e marcando 170.457,37 pontos na máxima do dia. Na semana, acumulou um declínio de 2,62%, completando oito perdas semanais seguidas, a maior sequência na série histórica até 1982, conforme dados da LSEG. O volume financeiro na sexta-feira, entrecortada pelo feriado de Corpus Christi na quinta-feira e o fim de semana, somava R$23,6 bilhões antes dos ajustes finais. 

Reuters

Índice global de preços dos alimentos fica estável em maio

FAO aponta que as previsões para o início da temporada indicam uma provável queda na produção e no comércio de cereais no próximo ano. Queda nas cotações dos óleos vegetais compensou os aumentos observados nos cereais e no açúcar. Os lácteos recuaram 0,5% em relação ao mês anterior, influenciados principalmente pela queda nos preços internacionais da manteiga.

O Índice de Preços de Alimentos permaneceu praticamente estável em maio, com média de 130,8 pontos. O indicador recuou 0,2% em relação a abril, mas ficou 2,9% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Segundo relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), divulgado na sexta-feira (5), a queda nas cotações dos óleos vegetais compensou os aumentos observados nos cereais e no açúcar. “Embora os mercados globais de alimentos tenham demonstrado resiliência, a alta dos cereais evidencia a vulnerabilidade do setor a riscos climáticos e a interrupções nos mercados de energia e insumos”, afirmou, em nota, Boubaker Ben-Belhassen, diretor da Divisão de Mercados e Comércio da FAO. Entre os cereais, o índice avançou 2,6% em relação a abril e ficou quase 5% acima do nível registrado um ano antes. Os custos elevados de combustíveis e fertilizantes, somados às pressões climáticas, sustentaram a alta. O trigo foi um dos principais destaques. Os preços subiram 3,4% no mês e 7,8% na comparação anual. De acordo com a FAO, a expectativa de safras menores em grandes exportadores, como os Estados Unidos, impulsionou as cotações. O milho também avançou, com alta de 1,9%, impulsionado pela forte demanda internacional, pela menor disponibilidade do grão no Brasil e nos Estados Unidos e pelo consumo destinado à produção de etanol. Já o arroz acompanhou o movimento de valorização e subiu 2,7%, refletindo preocupações climáticas e custos logísticos mais elevados em países asiáticos. Na direção oposta, o Índice de Preços de Óleos Vegetais da FAO caiu 4,6% em relação a abril, registrando a primeira queda mensal de 2026. As cotações internacionais do óleo de palma recuaram diante da expectativa de menor demanda global por importações e das incertezas no mercado de petróleo bruto. Já a carne apresentou variação praticamente estável, com alta de apenas 0,1%. Os preços da carne bovina avançaram devido à forte demanda de importação, especialmente da China e dos Estados Unidos. Em contrapartida, a carne suína ficou mais barata, principalmente na União Europeia, onde a oferta abundante e a demanda moderada pressionaram os valores. Os lácteos recuaram 0,5% em relação ao mês anterior, influenciados principalmente pela queda nos preços internacionais da manteiga. Enquanto isso, o açúcar registrou a maior alta entre as commodities acompanhadas pela FAO, com avanço de 7,5% em maio. O aumento refletiu dois fatores principais: a destinação de uma parcela menor da cana-de-açúcar brasileira para a produção de açúcar, com prioridade para o etanol, e os temores de que o fenômeno El Niño prejudique as safras da Índia e da Tailândia.

VALOR ECONÔMICO

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