Ano 1 | nº 73 | 12 de fevereiro de 2026
NOTÍCIAS
Investimento fomenta interiorização da produção de queijos finos no Paraná
Projeto coordenado pelo Biopark passa a atender quatro novas regiões e reforça integração com universidades estaduais. Com investimento de R$ 3,8 milhões, a iniciativa vai transformar a bacia leiteira nas regiões Sudoeste, Campos Gerais, Norte Pioneiro e Metropolitana de Curitiba, consolidando o estado como principal polo de queijos finos na América Latina.
O Governo do Paraná, em parceria com o Biopark de Toledo, anunciou na terça-feira (10) a expansão do Projeto Queijos Finos para quatro novas localidades no Estado. Com investimento de R$ 3,8 milhões, a iniciativa vai transformar a bacia leiteira nas regiões Sudoeste, Campos Gerais, Norte Pioneiro e Metropolitana de Curitiba, consolidando o Paraná como principal polo de queijos finos na América Latina. A parceria vem sendo costurada desde 2025. O projeto existe há cerca de seis anos e é realizado em conjunto pelo Biopark Educação, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), o Sebrae/PR e o Sistema Faep/Senar. Com a expansão, passam a fazer parte as secretarias estaduais da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), da Indústria, Comércio e Serviços (SEIC), além da Fundação Araucária e o próprio Biopark, que já desenvolve o projeto na região Oeste. Entre as ações realizadas estão treinamentos iniciais, com cursos teóricos e práticos para produtores interessados; consultoria personalizada, com a seleção de até 40 queijarias por região para atendimento direto na propriedade; doação de tecnologia, com a transferência de até cinco protocolos de fabricação de queijos finos já validados no mercado; e suporte laboratorial, com acompanhamento por três anos e análises gratuitas de água, leite e produto. “Na expansão, vamos trabalhar com um curso teórico para o maior número possível de produtores de cada região. Depois disso, 20 serão selecionados para um curso prático, onde aprenderão boas práticas de fabricação de queijos e, desses 20, cinco serão escolhidos para receber uma tecnologia personalizada dentro da agroindústria, com acompanhamento da equipe para que o queijo seja produzido com alta qualidade e alto valor agregado”, explicou o diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Biopark, Tiago de Oliveira Mendes. As atividades devem ocorrer nas universidades estaduais localizadas nas regiões que vão receber o projeto, como a Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). O Projeto Queijos Finos é coordenado por Kennidy de Bortoli, eleito o melhor queijeiro do Brasil. Além da capacitação, também serão oferecidas orientações para comercialização dos produtos. “Trabalhamos com tecnologia, transferência de conhecimento e auxiliamos os produtores a colocar o produto no mercado, envolvendo marketing, embalagem, absolutamente tudo para que consigam comercializar melhor e lucrar um pouco mais dentro da propriedade, tornando-a mais sustentável”, disse ele, acrescentando: “A ideia é levar desenvolvimento para o campo da mesma maneira que já fazemos aqui, mas agora em todo o Estado”. Para o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, o projeto entrega para a comunidade um resultado que transcende a técnica, a ciência e a tecnologia. “São resultados econômicos concretos. Essa possibilidade de transferência de tecnologia pode ampliar em mais de 380% o resultado obtido com as técnicas tradicionais. Saímos de um queijo vendido a R$ 25 o quilo para um produto que pode alcançar R$ 150 o quilo”, comentou.
AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS
Produtores de leite criam associação para enfrentar crise e desafios do setor no Paraná
Entidade formalizada durante Show Rural 2026 busca unificar atividade, cobrar medidas contra importações e desequilíbrios na cadeia e evitar a saída de produtores diante de margens negativas.
Produtores de leite de diversas regiões do Paraná formalizaram, no fim da tarde de terça-feira (10), durante a 38ª edição do Show Rural Coopavel, em Cascavel, a criação da União Paranaense de Produtores de Leite. A nova entidade nasce com a proposta de representar institucionalmente o setor e articular medidas para enfrentar a crise que, segundo os pecuaristas, compromete a atividade há pelo menos três anos. O ato contou com a presença do presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária no Congresso Nacional, deputado federal Pedro Lupion, além de dirigentes de entidades ligadas ao agro. A avaliação predominante entre os participantes é de que a organização coletiva é condição necessária para reequilibrar a cadeia e evitar a saída definitiva de milhares de produtores. De acordo com Meysson Vetorello, uma das lideranças do movimento, o cenário projetado para 2026 repete as dificuldades enfrentadas ao longo de 2025. “Precisamos agir com rapidez. O quadro é o mesmo que afetou toda a atividade no ano passado”, afirmou. Segundo ele, a criação da entidade é o primeiro passo para estruturar uma representação estadual sólida, nos moldes de outros estados, com perspectiva futura de articulação em âmbito nacional. Entre as prioridades estão a unificação do discurso do setor, a busca por maior equilíbrio nas margens ao longo da cadeia e a adoção de medidas que reduzam a volatilidade de preços, apontada como fator recorrente de instabilidade. Produtores relataram discrepâncias na distribuição de resultados, com rentabilidade concentrada em outros elos enquanto a produção opera no limite. “Estamos pagando para trabalhar. Recebemos cerca de R$ 2 por litro e o custo chega a R$ 2,40”, exemplificou Vetorello. Entre os entraves mencionados estão o volume de importações e a fragilidade na fiscalização de mercado. Os pecuaristas alertam que a bovinocultura de leite exige investimentos de longo prazo e estruturação gradual das propriedades. Diante disso, produtores que deixam a atividade dificilmente retornam, o que pode resultar em redução permanente da base produtiva do Estado caso não haja mudanças estruturais no ambiente de mercado.
O Presente Rural
GOVERNO
Parlamentares querem salvaguardas para agro no acordo com eu. O leite e o vinho podem ser afetados pelo tratado
Ideia é negociar com setores do Executivo mecanismo de garantia após aprovação da proposta de defesa da agricultura europeia.Ruralistas querem proteção a leite, vinho e outras cadeias sensíveis no acordo Mercosul-UE
Parlamentares querem negociar com o Executivo a adoção de salvaguardas para proteger os produtores brasileiros das importações europeias, estimuladas pelo acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Na terça-feira (10), a votação do texto nesse sentido foi adiada pela comissão mista de deputados e senadores que representam o Brasil no Parlamento do Mercosul (Parlasul) para o dia 24, depois do Carnaval. Esse intervalo dá aos deputados e senadores uma janela de oportunidade para intensificar as conversas sobre possíveis mecanismos de proteção aos produtores. O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE), Nelsinho Trad (PSD-MS), e a ex-ministra da Agricultura, senadora Tereza Cristina (PP-MS), devem ter uma reunião com o vice-presidente e chefe do Mdic, Geraldo Alckmin, na quarta-feira (11) para falar sobre o tema. Por meio dessas conversar com o Executivo, o objetivo é permitir a continuidade da tramitação célere e o atendimento das preocupações dos produtores brasileiros. Nessa ofensiva, os parlamentares já tiveram conversas com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e técnicos do Mdic para fazer essa demanda. Na semana passada, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, recebeu representantes de setores exportadores inseridos no acordo para avaliar o cenário. Em outra frente, deputados e senadores membros da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) querem uma tramitação mais lenta para seguir com as negociações desses possíveis instrumentos. “Houve uma reclamação, principalmente do setor agropecuário, de alguns pontos delineados nesse acordo. Como ali é o local em que eles se debruçaram sobre todos os tópicos dessa situação, a gente entendeu por bem promover essa reunião para justamente poder apurar as determinadas arestas que tiveram. Podemos propor compensações por parte do próprio governo, porque no acordo não dá mais [para modificar], afirmou Nelsinho ao Valor. Podemos propor compensações por parte do próprio governo, porque no acordo não dá mais” — Nelsinho Trad. Os europeus aprovaram internamente na terça-feira salvaguardas para proteger seus produtores de importações brasileiras que possam afetar a venda interna de produtos com origem na União Europeia. A embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, relatou esta aprovação aos parlamentares, que viram o movimento como positivo e como o início de um distensionamento do clima no Parlamento Europeu. Os brasileiros aguardam a baixa dos ânimos dos políticos europeus para fazer uma missão oficial pela aprovação do acordo na Europa. “Eu quero dizer que, para o agro, momentaneamente, essas salvaguardas são muito baixas. Ter o aumento em preço ou em volume de 5% de importação para a Europa como salvaguarda deixa o acordo muito pouco atrativo para o setor de carnes, para o açúcar e para todos os produtos que nós já exportamos. Se passar disso, voltam as taxas não praticadas pelo acordo, que trazem vantagens, porque muitas são zeradas. Mas eu acho que o Brasil vai dar uma demonstração de que nós temos, realmente, um agro sustentável”, argumentou a senadora Tereza Cristina durante a sessão. O Executivo, entretanto, tem uma avaliação divergente. Integrantes do governo acreditam que a aprovação interna de mecanismos protecionistas possa enviar uma sinalização negativa do Brasil aos europeus e fechar portas em futuras tratativas. Ainda no Congresso, durante a reunião da comissão mista, o relator da matéria na comissão mista, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), fez a leitura do seu parecer na reunião e aceitou um pedido de adiamento da votação do texto. Chinaglia sugere a aprovação do acordo assinado pelos blocos econômicos no último dia 17. Por ser um acordo internacional, o conteúdo do tratado não pode ser modificado pelos parlamentares brasileiros. Eles precisam aprovar a matéria em sua totalidade ou rejeitá-la completamente.
VALOR ECONÔMICO
NACIONAL
Derivados do leite e valorização da lã impulsionam a ovinocultura em 2025
Associação Brasileira de Criadores de Ovinos registra crescimento de 5% no número de registros de animais. Após anos de baixa remuneração, a lã voltou a se valorizar.
A ovinocultura brasileira encerrou 2025 com avanço no número de registros genealógicos, refletindo um cenário de maior valorização da atividade. Dados da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) mostram alta de 5% nas inscrições de animais e de 6,5% nas transferências em comparação com 2024. Ao longo do ano, foram realizadas 44.770 inscrições de animais, frente a 42.647 no período anterior. Já as transferências passaram de 30.819 para 32.844. O movimento, segundo a associação, se deve à melhora nos preços e na ampliação do consumo de produtos como carne, lã e derivados do leite ovino. “A gente entende que esse crescimento nos números vem conforme a valorização do mercado, dos animais, da genética ovina e dos produtos que o ovino nos proporciona”, disse a superintendente do Registro Genealógico da Arco, Magali Moura. Depois de anos de baixa remuneração e estoques elevados nas propriedades, a lã foi um dos itens que voltou a valorizar na atividade. A carne ovina também começou a ganhar escala com maior presença no mercado interno, além de despertar consultas para exportação. Outro destaque é o avanço dos derivados do leite ovino. Produtos como queijos, iogurtes e doce de leite ganharam espaço nas prateleiras, especialmente no Rio Grande do Sul, fomentando o surgimento de novos empreendimentos e cooperativas. A expectativa da entidade e que esses resultados estimulem a ovinocultura nacional e resultem em novas oportunidades, tanto no abastecimento interno quanto na abertura de mercados externos.
Agro Estadão
Preço do leite cai pelo sexto mês em Mato Grosso
Valor do leite registra nova queda no estado
Segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (9), pelo sexto mês consecutivo o preço do leite pago ao produtor em Mato Grosso registrou queda. Em dezembro de 2025, o valor médio recebido pelo leite captado foi de R$ 1,77 por litro, recuo de 4,02% em relação ao mês anterior. A redução esteve relacionada ao aumento da captação de leite no período, resultado, sobretudo, da melhora na qualidade das pastagens, favorecida pelo avanço das chuvas no estado. O Imea aponta que a maior disponibilidade de forragem contribuiu para a elevação da oferta de matéria-prima, pressionando os preços ao produtor. Apesar da queda observada ao longo do último semestre de 2025, a média anual apresentou crescimento de 1,05% em relação a 2024, com o pecuarista de leite mato-grossense recebendo, em média, R$ 2,19 por litro no ano. O instituto destaca que esse foi o segundo maior valor pago ao produtor na série histórica, ficando atrás apenas do registrado em 2022. De acordo com o Imea, o aumento da média anual foi sustentado pelos avanços nos preços da matéria-prima no primeiro semestre de 2025, associados à menor produção de leite no estado e aos aumentos nos custos de produção ao longo do período.
AGROLINK
EMPRESAS
Vigor amplia portfólio com a linha Zero+
A Vigor anunciou a chegada da linha Vigor Zero+, que reúne produtos com 0% lactose, 0% adição de açúcares e 0% adição de gorduras totais, ampliando as opções voltadas a consumidores atentos à alimentação e ao controle calórico.
A Vigor anunciou o lançamento da linha Vigor Zero+, composta por produtos com 0% lactose, 0% adição de açúcares e 0% adição de gorduras totais. A novidade amplia o portfólio da marca voltado a consumidores que buscam opções com menor aporte calórico. Entre os lançamentos está o Vigor Líquido Zero+, disponível nos sabores tradicional e morango, com até 55% menos calorias em comparação à versão tradicional, nos formatos 170 g, 800 g e 1.110 g. A empresa também apresenta o Vigor Grego Zero+, nas versões tradicional, flocos e morango, com a mesma proposta nutricional da linha. Os novos produtos chegam ao mercado em diferentes tamanhos, atendendo a variados momentos de consumo.
MILKPOINT
ECONOMIA
Dólar cai ao menor valor desde maio de 2024 em meio a forte fluxo estrangeiro para a bolsa
O forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira foi mais uma vez decisivo para a queda do dólar ante o real na quarta-feira, em movimento que esteve em sintonia com recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes no exterior.
O dólar à vista fechou o dia com queda de 0,20%, aos R$5,1872 — o menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024, quando encerrou aos R$5,1539. No ano, a divisa acumula agora baixa de 5,50%. Às 17h03, o dólar futuro para março — atualmente o mais líquido no Brasil — caía 0,17% na B3, aos R$5,2025. Após abrir a sessão em baixa, o dólar à vista zerou as perdas no Brasil e chegou a ser cotado na máxima de R$5,2044 (+0,13%) às 10h33, acompanhando o fortalecimento da moeda norte-americana no exterior, após a divulgação do relatório de empregos payroll nos EUA. O documento mostrou que a economia norte-americana gerou 130 mil postos de trabalho em janeiro, bem acima da projeção de 70 mil vagas apontada em pesquisa da Reuters com economistas. A taxa de desemprego ficou em 4,3% em janeiro, ante projeção de 4,4%. No entanto, o forte fluxo de recursos estrangeiros para a bolsa voltou a ditar o ritmo dos negócios no Brasil, com o dólar à vista atingindo a mínima de R$5,1697 (-0,54%) às 11h09 — em um momento em que o Ibovespa superava recordes históricos. “Há um fluxo financeiro forte para emergentes, com o dólar perdendo valor globalmente. No Brasil, a bolsa está renovando recordes sequenciais, e aí não tem jeito: é muita oferta de dólar e o preço vem para baixo mesmo”, comentou Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital. Ainda que a queda tenha desacelerado até o encerramento da sessão, o dólar terminou em leve baixa ante o real, em sintonia com o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes, como o peso chileno e o peso colombiano. Pela manhã, durante evento do BTG Pactual em São Paulo, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, repetiu que a instituição pretende começar a “calibragem” da taxa de juros a partir de março, mas evitou dar sinais sobre o que será feito no restante do ano. No fim de janeiro, o BC manteve a taxa básica Selic em 15% ao ano, mas sinalizou a intenção de iniciar o ciclo de cortes em março. À tarde, a instituição informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$294 milhões na última semana.
Reuters
Ibovespa ultrapassa 190 mil pela 1ª vez embalado por estrangeiros
O Ibovespa fechou em alta de mais de 2% na quarta-feira, ultrapassando a marca de 190 mil pontos pela primeira vez, em movimento tracionado pelas blue chips como Vale, Petrobras e Itaú Unibanco, na esteira do persistente fluxo de capital externo para as ações brasileiras.
O noticiário corporativo reforçou o viés positivo, com Suzano disparando mais de 13% após resultado forte e expectativas otimistas para a demanda de celulose, enquanto TIM saltou 8%, também refletindo a repercussão a números melhores do que o previsto no último trimestre do ano passado. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 2,22%, a 190.058,97 pontos, segundo dados preliminares, marcando 190.561,18 no melhor momento, novo recorde intradia, após superar na sessão os 188 mil e os 189 mil pontos pela primeira vez. Na mínima, registrou 185.936,27 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$34,9 bilhões antes dos ajustes finais.
Reuters
Brasil tem fluxo cambial negativo de US$294 milhões na última semana, diz BC
O Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$294 milhões em fevereiro até dia 6, período que corresponde à última semana, conforme dados divulgados na quarta-feira pelo Banco Central.
Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de US$827 milhões em fevereiro até dia 6. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, que contabiliza exportações e importações, o saldo de fevereiro até dia 6 foi positivo em US$532 milhões. Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. No acumulado do ano até 6 de fevereiro, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de US$4,792 bilhões.
Reuters
Índice de Preços ao Produtor sobe 0,12% em dezembro, diz IBGE Segundo o instituto, o indicador que mede a inflação da indústria ou de “porta de fábrica” encerrou o ano de 2025 com queda de 4,53%; doze das 24 atividades acompanhadas tiveram alta de preços em dezembro
O Índice de Preços ao Produtor (IPP), conhecido como a inflação da indústria ou de “porta de fábrica”, por considerar os preços sem impostos e fretes, subiu 0,12% em dezembro, e encerrou o ano de 2025 com queda de 4,53%, mostram os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos 12 meses de 2025, a inflação da indústria ficou no campo positivo apenas em janeiro (0,15%) e dezembro (0,12%). Doze das 24 atividades acompanhadas pelo IPP tiveram alta de preços em dezembro. A metalurgia e as indústrias extrativas foram as principais influências para esse resultado no campo positivo. O resultado fechado do IPP em 2025 contrasta com o observado em 2024, quando houve alta de 9,28%. Em 2023, o índice recuou 4,99%. O IPP é formado por dois índices: o da indústria de transformação e o da indústria extrativa. Na indústria de transformação, houve recuo de 0,01% em dezembro, ante queda de 0,21% em novembro, e retração de 4,03% em 2025. Já o IPP da indústria extrativa subiu 3,13% em dezembro – frente a recuo de 3,32% em novembro – e acumulou queda de 14,39% em 2025. Esse foi o segundo recuo mais intenso da série histórica do índice, atrás apenas de 2014 (-31,60%), que foi o primeiro ano que a pesquisa acompanhou a evolução dos preços nas indústrias extrativas. De acordo com o gerente do IPP, Murilo Alvim, o comportamento das indústrias extrativas no ano passado está ligado ao aumento da oferta global de óleos brutos de petróleo e de minérios de ferro, que ajudou a reduziu os preços. Metalurgia Os preços de metalurgia subiram 2,24%, com impacto de 0,15 ponto percentual (p.p.) na taxa de 0,12% do IPP. As indústrias extrativas registraram alta de 3,13% e responderam por 0,13 p.p. do IPP. Por outro lado, as atividades de alimentos e outros produtos químicos foram as que mais exerceram pressão para baixo na inflação da indústria. Os preços de alimentos caíram 0,76%, com influência de -0,19 ponto percentual. Outros produtos químicos, por sua vez, tiveram queda de 1,19%, com -0,09 ponto percentual de impacto. Na metalurgia, a alta de 2,24% em dezembro vem depois de recuo de 0,34% em novembro, ante outubro. O maior impacto veio de metais não ferrosos, escreveu o IBGE, ao citar a relação dessa categoria com as cotações das bolsas internacionais de produtos como alumínio, ouro e cobre. Em dezembro, a taxa de câmbio também influenciou o resultado, com aumento de 2,1% do dólar frente ao real, a despeito da queda de 10,6% no resultado consolidado de 2025.
VALOR ECONÔMICO
POWERED BY
EDITORA NORBERTO STAVISKI LTDA
041 99697 8868 (WhatsApp)