Informativo Sindileite 72 11.02.2026

Ano 1 | nº 72 | 11 de fevereiro de 2026

NOTÍCIAS

Sob a influência de frutas e leite, preços de alimentos voltam a cair em janeiro no Paraná

O Índice Ipardes de Preços Regional Alimentos e Bebidas (IPR – Alimentos e Bebidas) do Estado do Paraná caiu 0,07% em janeiro, a terceira queda consecutiva. Esse resultado ajudou o IPR acumulado em 12 meses, que agora registra queda ade 0,45%, o menor resultado para essa métrica desde novembro de 2023.

Os dados foram divulgados na terça-feira (10) pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico (IPARDES). A apuração de janeiro foi influenciada pelos subgrupos frutas, leite e derivados e bebidas e infusões. Os dois primeiros impactaram o índice em -0,22 pontos percentuais (p.p.), enquanto o terceiro foi responsável por -0,11 p.p. no resultado mensal. O preço das frutas para o consumidor final caiu 4,71% em janeiro, puxado, especialmente, pelas quedas de 16,94% em banana-caturra, de 6,03% em uva e de 3,63% em melão. Já o subgrupo leite e derivados registrou, em janeiro, redução de 1,53%, com quedas de 3,60% em leite integral e de 1,10% em leite em pó. Quanto ao resultado acumulado em 12 meses, constatou-se a influência dos subgrupos leites e derivados (-1,50 p.p.), cereais (-1,32 p.p.) e ovos de galinha (-0,17 p.p.), derivando em quedas de 10,48%, 27,44% e 11,77%, respectivamente. No primeiro subgrupo destaca-se o leite integral que caiu 18,83%. Entre os cereais, o arroz parboilizado registrou queda de 36,98%, seguido pelo feijão preto (-32,37%) e arroz branco (-32,03%). O IPR caiu de maneira geral em todas as cidades analisadas. As quedas foram de 0,55% em Foz do Iguaçu, de 0,37% em Cascavel, de 0,20% em Pato Branco, de 0,17% em Maringá e de 0,10% em Londrina. Em contrapartida, foram observados aumentos de 0,59% em Curitiba e de 0,11% em Ponta Grossa e em Umuarama. Em Guarapuava, o índice manteve-se estável. Dentre os subgrupos de despesa destaca-se a queda em frutas, com variações de -5,82% em Pato Branco, de -5,56% em Maringá, de -4,80% em Foz do Iguaçu, de -4,58% em Cascavel, de -4,51% em Guarapuava, de -4,42% em Ponta Grossa, de -4,34% em Curitiba, de -4,32% em Londrina e de -4,01% em Umuarama. A banana-caturra registrou queda de 23,86% em Guarapuava, de 20,41% em Foz do Iguaçu, de 19,92% em Curitiba, de 17,66% em Pato Branco, de 15,40% em Maringá, de 14,50% em Ponta Grossa, de 14,34% em Umuarama, de 13,06 em Cascavel e de 12,64% em Londrina. Nesse contexto, o IPR acumulado nos últimos 12 meses perdeu força em todos os municípios pesquisados. Em Pato Branco e em Guarapuava o índice foi de 0,87% e 0,80%, respectivamente, valores menores que o do período anterior. Nos demais municípios a métrica anualizada apresentou quedas de 2,12% em Londrina, de 0,77% em Maringá, de 0,76% em Ponta Grossa, de 0,66% em Curitiba, de 0,54 em Umuarama, de 0,50% em Cascavel e de 0,34% em Foz do Iguaçu.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

Queijos muçarela e prato recebem crédito de ICMS no Paraná

Medida concede crédito de 40% sobre vendas internas e vale até o fim de 2026. Benefício incide sobre etapas industriais e pode reduzir custos da cadeia. O incentivo busca fortalecer a competitividade do queijo paranaense.

O Paraná passou a conceder um crédito presumido de ICMS de 40% para fabricantes de queijo muçarela e queijo prato, dois dos tipos mais consumidos no estado. A medida tem como objetivo aumentar a competitividade do queijo paranaense em relação ao produzido em outros estados. Na prática, o crédito presumido permite que os produtores creditem 40% do valor das vendas internas, realizadas dentro do próprio Paraná, para abatimento do imposto devido. O incentivo busca reduzir a carga tributária sobre a indústria queijeira e contribuir para a manutenção da competitividade do setor. De acordo com o decreto, o benefício é válido apenas para vendas destinadas a estabelecimentos industriais, beneficiadores ou empacotadores. O crédito não se aplica quando a embalagem realizada pelo comprador tiver finalidade exclusiva de transporte. Ao incidir sobre essas etapas da cadeia produtiva, a medida tende a reduzir custos de produção, o que pode tornar o queijo paranaense mais competitivo para empacotadores e para a indústria de alimentos. Essa redução de custos também pode, eventualmente, ser repassada ao consumidor final. O decreto estabelece que o incentivo tem efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2026 e validade até 31 de dezembro de 2026.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

NACIONAL

Santa Catarina lança crédito de R$ 240 milhões ao leite Anunciada linha de crédito de R$ 240 milhões para custeio da produção de leite. Operada pelo BRDE, a medida integra o Programa Leite Bom SC e atende pequenos e médios produtores.

Os produtores de leite de Santa Catarina passarão a contar com uma nova linha de crédito voltada ao custeio da produção a partir de março. O lançamento ocorreu na terça-feira, 10, durante a abertura da Tecnoeste 2026, em Concórdia, no Oeste catarinense. A iniciativa foi apresentada pelo governador Jorginho Mello. Denominado Pronampe Leite Custeio/BRDE, o programa disponibiliza cerca de R$ 240 milhões ao setor. O foco está no capital de giro para manutenção da atividade produtiva e da renda no meio rural. A linha integra o Programa Leite Bom SC. A previsão é de atendimento a aproximadamente 11 mil produtores em todo o Estado. O crédito busca assegurar condições para a continuidade da produção leiteira. A medida alcança especialmente pequenos e médios produtores. O Pronampe Leite Custeio/BRDE é operado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul. A formulação ocorreu em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária. A cobertura inclui custos como insumos, mão de obra e manutenção da atividade. O acesso ao Pronampe Leite Custeio/BRDE está disponível a produtores com rebanho registrado na Cidasc. Também é exigida a comprovação de comercialização de leite ou derivados em 2025. O financiamento considera o número de animais. O limite do crédito é de R$ 1.000 por matriz, com teto de R$ 50 mil por produtor. O prazo total é de 24 meses. Desse período, 12 meses correspondem à carência e 12 meses ao pagamento. As condições variam conforme o tamanho do rebanho. Produtores com até 30 matrizes contam com juros zero. Para aqueles com mais de 30 matrizes, a taxa é de 6% ao ano, desde que as parcelas sejam quitadas em dia. O financiamento será operacionalizado por cooperativas de crédito. De acordo com o diretor financeiro do BRDE, João Paulo Kleinübing, a liberação deve começar em março de 2026. “O objetivo é facilitar o acesso ao crédito e fortalecer a produção”, afirmou. Para solicitar o financiamento, o produtor deve apresentar relatório do SIGEN + Cidasc. O documento precisa ter sido emitido há, no máximo, 30 dias. Nele deve constar o número de vacas leiteiras e de bovinos fêmeas com 25 meses ou mais. Também é exigida a nota fiscal de venda de leite ou derivados referente ao ano de 2025. Esses documentos servem para validar a elegibilidade ao programa. A análise considera as informações declaradas. Nos casos de propriedade coletiva, há regra específica. É necessária uma declaração informando que apenas uma operação será realizada pelo programa. A exigência busca organizar o acesso ao crédito. O processo ocorre por meio das cooperativas de crédito habilitadas. A medida complementa outras ações já existentes no Estado. O Pronampe Leite Custeio/BRDE integra o Programa Leite Bom SC. O programa estadual foi lançado em abril de 2024. A execução ocorre pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária. A iniciativa envolve o Fundo de Desenvolvimento Rural, a Epagri e a Secretaria de Estado da Fazenda. Entre 2024 e 2027, estão previstos R$ 300 milhões em recursos. O objetivo é fortalecer a cadeia produtiva do leite. Do total, R$ 150 milhões destinam-se a incentivos fiscais para a agroindústria. Outros R$ 150 milhões são direcionados ao apoio direto aos produtores. Entre elas está o Financia Leite SC, voltado a investimentos na melhoria dos sistemas produtivos. Os financiamentos chegam a R$ 50 mil por produtor. O prazo é de cinco anos, sem juros, com desconto de 30%. Entre 2024 e 2025, o Financia Leite SC beneficiou 3.220 produtores. O volume aplicado somou R$ 119,3 milhões. O Pronampe Leite Custeio/BRDE diferencia-se por atender especificamente o capital de giro. Os prazos são mais curtos e direcionados à manutenção da produção. Santa Catarina ocupa a quarta posição entre os maiores produtores de leite do Brasil. O Estado conta com mais de 24,5 mil produtores. A atividade está distribuída por diversas regiões. Em 2024, a produção catarinense alcançou 3,3 bilhões de litros. O volume corresponde a cerca de 9% da produção nacional. O leite é o produto agropecuário de maior valor agregado no Estado. Em 2024, o valor da produção somou R$ 8,26 bilhões. Esse montante representou aproximadamente 13% do valor da produção agropecuária estadual. Em 2025, a produção foi absorvida por 163 unidades industriais com inspeção oficial.

Secom/GovSC

Queijos maturados em caverna: o caso singular da Serra do Bálsamo, em Goiás

Uma caverna, anos de testes e uma autorização inédita deram origem a um projeto singular de maturação de queijos em Goiás

A cerca de 40 quilômetros de Goiânia, na Serra do Bálsamo, está a única caverna do Brasil autorizada a maturar queijos destinados à venda comercial. O espaço foi construído pelo empresário João Vicente Borges, após um conselho direto do mentor Fernando Oliveira: para produzir um grande queijo, seria preciso construir uma caverna. A ideia deu origem a um projeto que uniu técnica, paciência e experimentação. “A caverna tem 6 metros de comprimento por 6 de largura, 5 metros de profundidade, paredes de pedra de 40 centímetros, chão de terra batida, as prateleiras são todas de madeira curtida no soro”, contou João. O ambiente foi pensado para reproduzir condições específicas de maturação, fundamentais para o desenvolvimento dos queijos. A autorização para maturar queijos em caverna veio por meio do Selo Arte, certificação federal que permite a comercialização de produtos alimentícios de origem animal produzidos de forma artesanal. Segundo a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), o produtor apresentou o projeto ao órgão, que avaliou e registrou o processo. João possui registro no Serviço de Inspeção Estadual, e a maturação em caverna faz parte do seu sistema produtivo, com monitoramento constante das condições ambientais. Após a construção da caverna, João iniciou uma série de testes com os queijos. Localizada na própria fazenda, a estrutura também conta com uma varanda onde ele recebe visitantes. Atualmente, a produção inclui nove tipos de queijos artesanais. O investimento para construir a caverna foi de R$ 40 mil. Para iniciar a produção de queijos, em 2017, João investiu cerca de R$ 400 mil. Inicialmente, a caverna permitiu reduzir a temperatura ambiente para algo entre 22 °C e 25 °C, ainda acima do ideal. A solução foi a instalação de um forçador de ar, que levou a temperatura para cerca de 15 °C e a umidade para 90%. Ao todo, foram realizados sete testes de maturação, com duração média de 60 dias cada. O processo contou com a avaliação de Fernando Oliveira e levou mais de um ano para ser concluído. Nesse período, João também trouxe um consultor suíço para auxiliar na elaboração dos queijos. “Eu também trouxe um suíço que morava na Chapada Diamantina para dar consultoria para mim, para me ensinar a fazer os queijos. Então foi um processo em que utilizei mais de cinco mil litros de leite fazendo o teste”, contou. A Serra do Bálsamo participa de concursos de queijo no Brasil e no exterior. Os produtos já estiveram no Mundial do Queijo, no Pará, em 2019, e no Mundial realizado na França, em 2022. A produção inclui queijos mais jovens, com 20 a 25 dias de maturação, além de versões com 60 dias, seis meses e mais de um ano. Entre os tipos produzidos está o Cruzeiro, um dos mais procurados, especialmente por restaurantes. O Foguin, flambado no whisky, acumula quatro premiações — três de ouro e uma de bronze. Há ainda o Romaria, com trufa negra na massa, e o Cerrado, maturado após imersão em cerveja preta, também premiado. Outros queijos incluem o Azeitão, lavado no azeite, e o Bálsamo, com mais de um ano de maturação e sabor que remete ao pequi, embora a fruta não faça parte da receita. O mais recente é o Limoeiro, que leva um limão-siciliano inteiro na massa e passa por um longo período de maturação.

G1/MILKPOINT

ECONOMIA

Inflação fica em 0,33% em janeiro com pressão da gasolina e alívio da conta de luz

IPCA acelera a 4,44% em 12 meses, ainda abaixo do teto da meta (4,5%). Alimentação tem menor alta para 1º mês do ano em duas décadas, diz IBGE

A inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), foi de 0,33% em janeiro, repetindo a taxa registrada em dezembro, apontam dados divulgados nesta terça (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Houve pressão da gasolina e alívio da conta de luz. A variação de 0,33% ficou levemente acima da mediana das projeções do mercado financeiro, que era de 0,32%, conforme a agência Bloomberg. O intervalo das estimativas ia de 0,26% a 0,40%. Com o resultado de janeiro, o IPCA acelerou a 4,44% no acumulado de 12 meses, após marcar 4,26% até dezembro, disse o IBGE. O índice continua abaixo do teto de 4,5% da meta de inflação perseguida pelo Banco Central. A aceleração nos 12 meses está associada ao que economistas costumam chamar de troca de taxas. Em janeiro de 2025, o IPCA havia registrado a menor inflação para o primeiro mês do ano no Plano Real (0,16%). À época, o índice teve impacto atípico do bônus de Itaipu, que entrou em vigor com atraso, reduzindo a conta de luz na ocasião. Como o IPCA foi maior em janeiro de 2026 (0,33%), o acumulado também ganhou força. Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa do IBGE, disse que o avanço de 0,33% não tem “nada de extraordinário” para o primeiro mês do ano. O técnico lembrou, por exemplo, que o IPCA havia subido mais em janeiro de 2024 (0,42%). De acordo com ele, o índice de 0,33% é resultado de uma “queda de braço”. De um lado, a gasolina subiu 2,06% em janeiro. Com isso, gerou impacto de 0,10 ponto percentual no IPCA, o maior em termos individuais, seguido pela pressão da tarifa de ônibus urbano (0,06 p.p.), que avançou 5,14%. De outro lado, a energia elétrica residencial teve redução no mês passado (-2,73%). Assim, exerceu a maior influência do lado das baixas no IPCA (-0,11 p.p.), seguida pela passagem aérea (-0,07 p.p.), que também caiu (-8,9%). Segundo o IBGE, a diminuição da conta de luz reflete a entrada em vigor da bandeira tarifária verde, sem custo adicional para os consumidores. Já a carestia da gasolina está relacionada a reajustes de ICMS (imposto estadual) no início do ano, apontou o instituto. O grupo alimentação e bebidas, que tem o maior peso na composição do índice oficial, desacelerou o ritmo de alta. Subiu 0,23% em janeiro, após marcar 0,27% em dezembro. Por questões de oferta e demanda, os alimentos costumam ficar mais caros nos meses finais e iniciais do ano. A alta de 0,23%, contudo, é a menor para janeiro em 20 anos, desde 2006 (0,11%). Dentro de alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio (em casa) registrou variação de 0,10% no mês passado, abaixo da taxa de dezembro de 2025 (0,14%). Janeiro teve queda nos preços de produtos como leite longa vida (-5,59%) e ovo de galinha (-4,48%). Do lado das altas, o IBGE destacou a carestia do tomate (20,52%) e das carnes (0,84%), principalmente contrafilé (1,86%) e alcatra (1,61%). A alimentação fora do domicílio, em locais com bares e restaurantes, também desacelerou em janeiro (0,55%) na comparação com o mês anterior (0,60%). Nos 12 meses de 2025, a alimentação no domicílio acumulou inflação de 1,43%. A inflação dos serviços é um dos fatores observados pelo BC em detalhes para a definição da taxa de juros. De acordo com o IBGE, o índice de serviços desacelerou o ritmo de alta para 0,10% em janeiro. É a menor inflação desde junho de 2024 (0,04%). Nos 12 meses, os serviços acumularam alta de 5,29% até janeiro, também abaixo da leitura anterior (6,01%). A variação, porém, segue acima do IPCA cheio (4,44%) e do teto de 4,5% da meta.

FOLHA DE SP

Dólar se mantém abaixo dos R$5,20 apesar do exterior

Após oscilar em alta durante boa parte da sessão, o dólar encerrou a terça-feira perto da estabilidade, abaixo dos R$5,20, enquanto no exterior a divisa norte-americana sustentou ganhos antepares da moeda brasileira, como o rand sul-africano e o peso chileno.

No Brasil, destaque no dia para os dados da inflação oficial de janeiro, divulgados pela manhã, e para as críticas do mercado à situação fiscal brasileira, durante a tarde, em evento do BTG Pactual em São Paulo. O dólar à vista fechou o dia com leve alta de 0,17%, aos R$5,1976. No ano, a divisa acumula agora baixa de 5,31%. Às 17h18, o dólar futuro para março — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 0,03% na B3, aos R$5,2155. Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA, o índice oficial de inflação, subiu 0,33% em janeiro — uma taxa igual à de dezembro e quase em linha com a expectativa dos economistas ouvidos pela Reuters, que projetavam 0,32% no mês passado. No acumulado de 12 meses até janeiro, a inflação atingiu 4,44%, também quase em linha com os 4,43% projetados, mas acima dos 4,26% de dezembro. A abertura dos dados mostrou forte desaceleração dos serviços como um todo, com a taxa passando de 0,72% em dezembro para 0,10% em janeiro, conforme o IBGE. A inflação de serviços subjacentes — que excluem preços mais voláteis — passou de 0,56% para 0,57% no período, conforme cálculos do banco Bmg, enquanto a taxa de serviços intensivos em mão de obra foi de 0,77% para 0,64%. No geral, os números do IPCA não alteraram a expectativa de início do ciclo de reduções da taxa básica Selic, hoje em 15%, em março, mas ainda há dúvidas sobre qual será o tamanho do primeiro corte: 25 ou 50 pontos-base. Em evento do BTG Pactual pela manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse não ver justificativa para o atual nível de juros reais no Brasil — patamar que, segundo ele, gera efeito de alta sobre a dívida pública que o governo não consegue contrapor com “nenhum nível de superávit primário”.

REUTERS

Ibovespa tem dia volátil, mas encerra em leve queda após piora em NY

Manutenção do fluxo estrangeiro deu impulso para ações de bancos e fez o índice subir até os 186.959 pontos pela manhã

Sem um direcionador na sessão, o Ibovespa oscilou entre perdas e ganhos durante a maior parte da terça-feira. O índice só conseguiu se firmar em queda perto do fim do pregão, com a piora registrada em Nova York após a apresentação de dados mais fracos de atividade. No fim, a principal referência acionária local recuou 0,17%, aos 185.929 pontos, ainda assim distante da mínima de 185.083 pontos. Na parte da manhã, a manutenção do fluxo estrangeiro deu impulso para ações de bancos e fez o índice subir até os 186.959 pontos, mas o recuo mais intenso do setor bancário nos Estados Unidos acabou afetando negativamente as ações de instituições financeiras por aqui. Segundo participantes do mercado, o fato de o Agibank ter reduzido o ganho e o valor da oferta de abertura de capital nos Estados Unidos também não ajudou o mercado acionário local ajudou a elevar o tom mais pessimismo no mercado acionário durante a manhã. No fim do dia, ações de bancos fecharam majoritariamente em alta: Santander Units (+1,53%); Itaú Unibanco PN (+0,23%); PN (+0,05%). Já blue chips de commodities encerraram em direções opostas: as ON da Vale cederam 0,30%, enquanto as ON da Petrobras subiram 0,50% e as PN da petroleira fecharam estáveis (+0,08%). O volume financeiro negociado pelo índice foi de R$ 21,7 bilhões e de R$ 28,1 bilhões na B3. Já em Wall Street, os principais índices americanos fecharam mistos: o Nasdaq e o S&P 500 recuaram 0,59% e 0,33%, nessa ordem; já o Dow Jones subiu 0,10%.

VALOR ECONÔMICO

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